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sexta-feira, agosto 28, 2026

Sertanista e bandeirante Manoel Preto fundador do bairro Freguesia do Ó SP Capital

No ano de 1580, partindo da aldeia de São Paulo de Piratininga, acompanhando o Rio Tietê, o sertanista e bandeirante Manoel Preto aportou às margens direita, em um areal que podia ser desembarcado do seu pequeno barco, onde hoje está situado o prédio da antiga Editora Abril, desativada. Foi a partir desse areal e mangue que surgiu o primeiro “arraial” na Freguesia do Ó. Nessas terras eram cultivados cana-de-açúcar para a produção de aguardente, também eram cultivados; mandioca, algodão e milho. 
Para se arrepender dos seus pecados e a pedido de sua esposa Àgueda Rodrigues, o sertanista resolveu construir uma capela como casa de oração em homenagem a Nossa Senhora da Esperança.
A Freguesia do Ó no final do século XVII tornou-se famosa durante um bom período, não só pela caninha, mas também pela organização de quilombolas em suas pequenas aldeias. 
O sertanista e bandeirante Manoel Preto ergueu em sua propriedade na Freguesia do Ó uma espécie de ponto de passagem para descanso e alimentação dos mineiros a caminho das terras do Jaraguá para a exploração de terras raras, tais como: ouro, e outras minas não auríferas; pedras preciosas que eram encontradas à beira dos rios e riachos da região noroeste da cidade São Paulo de Piratininga.
Nos dias atuais esse grande desbravador e sertanista não recebeu a devida honraria de ser homenageado com seu nome em suas antigas “posses".
É de se lamentar o ocorrido em nossa região, onde uma escola de ensino fundamental teve seu nome trocado por uma pessoa que não viveu em nosso bairro. O que existe na capital é a Travessa Manoel Preto, localizada na Vila Guilherme (Zona Norte), e não na Zona Noroeste. Na região da Freguesia do Ó, a memória do bandeirante é ligada à fundação do bairro e à construção da antiga capela de Nossa Senhora do Ó, mas o logradouro homônimo fica em outro ponto da cidade.
Como de costume as denominações de prédios e repartições públicas estão em locais fora do seu território de origem.

“É lamentável que gente de hoje, queira reescrever o passado”

Texto de Robson Cerqueira Mais histórias no livro São Paulo de Perfil 23 “Ó Freguesia quantas histórias”. Feito por alunos da ECA/USP no ano de 1999.
               https://www.instagram.com/p/DclUBwUnej8/?igsi=NzEzNzQ3eTNzdWhh