Nascido na Freguesia do Ó, Célio Pires de Araújo fez do jornalismo uma ferramenta de inovação, de participação popular e transformação social. Com a criação do Jornal da Brasilândia, abriu espaço para as reivindicações dos moradores e luta por melhorias nos bairros onde o periódico circulava.
Mais tarde, fundou o Freguesia News, jornal que ganhou grande repercussão ao divulgar o comércio local, valorizar a vida comunitária e dar voz às demandas da população da Zona Noroeste de São Paulo.
Incansável articulador e produtor cultural, Célio também foi idealizador de importantes eventos no Largo da Matriz, entre eles o Revelando São Paulo, a Romaria de Cavaleiros, a Feira de Artes e as festas de aniversário dos bairros da Freguesia do Ó e da Brasilândia. Em suas pesquisas históricas, identificou a data correta da fundação do bairro Vila Brasilândia.
Durante parte significativa de sua trajetória profissional, trabalhou na ULM (Universidade Livre de Música). Na vida política, militou no MDB e ganhou notoriedade por sua habilidade de articulação. Também foi convidado a atuar como assessor de diversos vereadores.
Célio não media esforços para ajudar aqueles que confiavam em seu trabalho, colaborando sempre que possível. Um homem com essa trajetória merece ter seu legado preservado e reconhecido, tanto nos meios digitais quanto por meio de uma homenagem em algum espaço público. Sua luta não foi em vão. Um exemplo é a defesa da Linha de Metrô, com a esperança de que esse projeto um dia se tornasse realidade.
Com a chegada da era digital, Célio modernizou os equipamentos de seus jornais e passou a reproduzir o conteúdo do Freguesia News nas redes sociais. Como a edição impressa era semanal, as notícias urgentes encontravam espaço na página do jornal no Facebook. Célio também foi fundador de importantes iniciativas culturais, como o CETEFÓ (Centro de Tradições e Festas da Freguesia do Ó) e o Bloco Óense.
Sua história merece ser preservada, sua contribuição merece ser reconhecida e sua memória continuará viva nas páginas.
Daqui, fica a nossa saudade.