Nascida na Freguesia do Ó, Tarsila Janusonis encontrou no futebol muito mais do que uma paixão. Em meados de 2012, ao se mudar para o Uruguai, percebeu que aquele hobby começava a ganhar outro significado. O esporte passou a fazer parte de sua rotina, de seus estudos e, principalmente, de seus planos profissionais.
Com os olhos atentos e o coração presente em cada partida, Tarsila mergulhou no universo do futebol. Títulos, derrotas, torcidas, discussões e toda a intensidade que envolve uma partida passaram a fazer parte de sua experiência. Mas transformar o sonho em trabalho não foi simples. Por trás da imagem de visibilidade e glamour que muitas vezes acompanha o jornalismo esportivo, existe uma realidade de muito estudo, dedicação e portas que nem sempre se abrem da maneira esperada.
Durante anos, Tarsila se dedicou aos comentários esportivos, mesmo ouvindo de diferentes pessoas que sua voz tinha potencial para a narração. A oportunidade surgiu de forma inesperada, acompanhada de um desafio direto: Foi assim, diante de uma oportunidade que não havia planejado, que começou a construir uma nova etapa de sua carreira. O aprendizado veio com a prática, o estudo e a disposição para enfrentar as críticas. Até hoje, alguns haters questionam sua capacidade de narrar. Tarsila, porém, aprendeu a conviver com opiniões diferentes. Para ela, ninguém é obrigado a gostar de uma narração, mas isso não diminui o trabalho de quem está atrás do microfone.O que importa, segundo ela, é continuar aprendendo e aperfeiçoando o próprio trabalho.
Ser mulher no jornalismo esportivo também trouxe desafios. Tarsila conta que, muitas vezes, é necessário fazer o dobro do esforço para conquistar o mesmo reconhecimento. Em vez de apoiar sua trajetória no gênero, prefere destacar o estudo, a preparação e a experiência que a trouxeram até aqui. Aprendeu a se impor de igual para igual, entendendo que a pressão de um ambiente nem sempre conhecido pode fazer muitos desistirem.