O Trabalho do Conciliador no CEJUSC
O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) desempenha papel fundamental na promoção do acesso à justiça, buscando a resolução pacífica dos conflitos por meio da conciliação e da mediação. Nesse contexto, destaca-se a figura do conciliador, profissional capacitado para auxiliar as partes na construção de soluções consensuais para suas controvérsias.
O conciliador atua como um facilitador do diálogo entre os envolvidos, conduzindo a audiência de forma imparcial, ética e respeitosa. Sua principal função é aproximar as partes, identificar interesses comuns e estimular a busca de um acordo que atenda, na medida do possível, às necessidades de todos os participantes. Diferentemente do juiz, o conciliador não impõe decisões, cabendo às próprias partes a definição da solução do conflito.
A atuação do conciliador contribui significativamente para a redução da litigiosidade e para a celeridade da prestação jurisdicional. Ao possibilitar a celebração de acordos, evita-se a tramitação prolongada dos processos judiciais, reduzindo custos e proporcionando uma resposta mais rápida e satisfatória aos cidadãos.
Além de conhecimentos técnicos, o conciliador deve possuir habilidades de comunicação, escuta ativa, empatia e equilíbrio emocional. É essencial que saiba administrar situações.
A confiança transmitida pelo conciliador é um dos fatores que favorecem o êxito das audiências.
O trabalho desenvolvido nos CEJUSCs está alinhado à Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, instituída pela Resolução nº 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Essa política incentiva a cultura da pacificação social, valorizando métodos consensuais.
Dessa forma, o conciliador exerce função de relevante interesse público, contribuindo para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e para o fortalecimento da cidadania. Sua atuação permite que os conflitos sejam resolvidos de maneira mais humanizada, eficiente e participativa, promovendo a paz social e a confiança da população no sistema de justiça.