Foi nesse contexto que conheceu o bloco Jahé. A energia, a proposta e a forma como o bloco ocupava a rua despertaram algo imediato. A partir desse encontro, o carnaval passou a ser também um espaço de construção, identidade e expressão.
Sua chegada ao Jahé aconteceu pelos bastidores, Pérola Kalifa passou a contribuir na criação de campanhas, no fortalecimento da comunicação do bloco e no desenvolvimento de estratégias que aproximam o público e os parceiros da essência do Jahé.
Atuou na identidade visual dos materiais divulgados nas redes sociais, ajudou a traduzir o espírito do bloco em imagem e narrativa, além de colaborar para que apoiadores se sentissem parte real da construção do carnaval.
Presente nos ensaios e no dia a dia do bloco, seu papel foi além da comunicação. No Carnaval de 2025, Pérola kalifa esteve envolvida na organização geral, no cuidado com os integrantes e na dinâmica do desfile, vivendo intensamente um carnaval marcado por entrega coletiva. Foi também um ano especial por acompanhar o filho primogênito Murillo Favero em seu primeiro cortejo como ritmista .
Em meio a esse processo, um novo lugar se revelou, entre uma função e outra Pérola Kalifa começou a tocar. O gesto espontâneo chamou a atenção do mestre do bloco, que reconheceu ali não apenas sensibilidade, mas presença musical. Ao final do carnaval, veio o convite pelo mestre Gustavo que a partir daquele momento ela faria parte da bateria do Jahé.
Com o início dos ensaios, em junho Pérola Kalifa passou a integrar oficialmente a percussão. A experiência não era completamente nova — aos 11 anos, havia tocado bateria na igreja — mas agora ganhava um novo sentido pulsando no ritmo da rua.
Hoje sua trajetória com o bloco Jahé se faz entre bastidores e avenida, de comunicação ao som. Uma história marcada por escuta, entrega e transformação.