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sexta-feira, outubro 23, 2026

Malcolm Adriano da Silva no futebol japonês

Malcolm Adriano da Silva: 
Sonhar não custa nada. Mas transformar o sonho de ser jogador de futebol em realidade exige entusiasmo, disciplina, foco, dedicação e, muitas vezes, superar o sofrimento provocado pelas contusões. 
Nascido em 11 de março de 1970, Malcolm chegou à Freguesia do Ó em 1974. Foi no tradicional Colégio Piqueri, EE Professor Augusto Ribeiro de Carvalho, reconhecida pela qualidade do ensino em seus tempos áureos. Na quadra da escola, já dava sinais de que a bola poderia levá-lo muito além das brincadeiras de criança.
O Piqueri também marcou sua vida pessoal. Foi ali que conheceu Ana Paula Abrão, sua futura esposa, que concluiu os estudos no Colégio Nóbrega antes de terminar o ensino médio na mesma escola. Em 1991, os dois se casaram, iniciando uma nova etapa de suas vidas.
Nos gramados, Malcolm construiu uma trajetória que passou por importantes clubes. Defendeu a Portuguesa de Desportos por seis anos e, paralelamente, jogou futebol de salão no Nacional, no tradicional ginásio da Comendador Souza. Também vestiu as camisas do São Paulo Futebol Clube e do Moinho Água Branca.
A carreira profissional ganhou projeção internacional em 1990, quando seguiu para o Japão. Durante um ano, atuou pelo Toyota, em um período em que o futebol começava a conquistar cada vez mais espaço entre os japoneses. 
De volta ao Brasil, Malcolm continuou sua caminhada por diferentes equipes. Jogou pelo Marília, pelo Tupi, de Juiz de Fora (MG), e pelo CRB, de Maceió (AL). Em 1995, mais experiente, atravessou novamente o oceano para atuar em Portugal, no Esporte Clube Barreirense, da segunda divisão portuguesa, na cidade do Barreiro, situada às margens do rio Tejo, em frente a Lisboa. Permaneceu no clube por um ano e meio.
Em 1998, encerrou a carreira nos gramados e iniciou uma nova jornada profissional, dedicando-se aos serviços de assessoria jurídica e fiscal em seu próprio escritório, localizado no centro de São Paulo.
Da experiência no futebol à vida profissional, Malcolm Hoje, aos 56 anos, tem como um de seus maiores orgulhos a família: os filhos Victor Abrão, de 31 anos, e Eduardo Abrão, de 21, que considera suas joias mais preciosas.

sexta-feira, outubro 16, 2026

José Carlos Nunes pagador de promessa

Promessa em agradecimento ao Divino Espírito Santo
A fé que move os passos e alimenta a gratidão
Na semana em que se celebra Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, encontramos, na Freguesia do Ó, em São Paulo, uma história de fé, esperança e gratidão. É a de José Carlos Nunes, que percorre diariamente as ruas do bairro carregando a bandeira do Divino Espírito Santo, em agradecimento por uma graça alcançada.
Há três anos, José Carlos passou por três cirurgia no coração e, após o procedimento, teve uma recuperação rápida e consistente. A experiência marcou sua vida e fortaleceu ainda mais sua fé, levando-o a cumprir a promessa por sua saúde restabelecida.
Com a bandeira do Divino Espírito Santo em mãos, ele realiza sua peregrinação por ruas e avenidas da Freguesia do Ó, enfrentando, inclusive, a famosa e íngreme Rua Ladeira Velha, também conhecida como Rua João Alves. A cada passo, renova seu compromisso de gratidão pela graça recebida, transformando o esforço da caminhada em uma demonstração de devoção.
A história de José Carlos nos faz lembrar de tantos outros brasileiros que também encontram na fé a força para seguir adiante. São homens e mulheres que percorrem longas distâncias, muitas vezes a pé, como os romeiros que caminham até Aparecida, no interior paulista, para agradecer, pedir proteção ou cumprir promessas feitas em momentos difíceis da vida.
Cada peregrinação carrega uma história particular, mas todas têm algo em comum: a esperança de que a fé possa iluminar os caminhos e a gratidão seja expressa por meio de atitudes concretas.
Mais do que uma caminhada pelas ruas do bairro, a jornada de José Carlos Nunes representa um testemunho de devoção e reconhecimento. Sua bandeira anuncia não apenas sua fé no Divino Espírito Santo, mas também a força de uma tradição que atravessa gerações e permanece viva no coração do povo.
A todos os pagadores de promessas, romeiros e devotos, fica esta homenagem: que seus passos continuem sendo guiados pela fé, fortalecidos pela esperança e inspirados pela gratidão.

sexta-feira, outubro 09, 2026

Carmem Silva adeus solidão

Carmem Silva: uma voz marcante que também fez história 
A música brasileira perdeu uma de suas vozes mais marcantes com a partida da cantora Carmem Silva, artista que conquistou gerações com interpretações intensas, românticas e carregadas de emoção.
Dona de um timbre inconfundível e de uma expressividade singular, Carmem construiu uma trajetória de destaque na música popular brasileira. Suas canções embalaram histórias de amor, despertaram sentimentos e conquistaram um público fiel, que encontrou em sua voz uma maneira especial de expressar emoções.
Ao longo de sua carreira, a cantora demonstrou versatilidade e sensibilidade artística. Além de seu reconhecido trabalho na música romântica, também se dedicou à música gospel, levando mensagens de fé, esperança e espiritualidade ao público. Essa nova fase revelou outra dimensão de sua arte, marcada pela devoção e pelo desejo de tocar o coração das pessoas por meio da música.
Carmem Silva também deixou lembranças na cidade de São Paulo, especialmente na região da Lapa de Baixo, Zona Oeste da capital. Durante alguns anos, residiu no Condomínio Central Park, estabelecendo uma ligação com o bairro e passando a fazer parte das memórias de moradores e admiradores que compartilharam a região com a artista.
Sua história vai além dos discos e das apresentações. Está presente nas lembranças de quem acompanhou sua carreira, cantou seus sucessos e se emocionou com sua interpretação. Sua contribuição para a música romântica e religiosa brasileira permanece como parte de um legado artístico que atravessa gerações. Carmem Silva fez inúmeras apresentações em programas de tv, onde ela tinha um carinho todo especial, era pelo Programa Flávio Cavalcante da Rede Tupi de Televisão.
Homenagem póstuma a Carmem Silva: uma voz que marcou vidas, emocionou o Brasil e também deixou sua história na Lapa.

sexta-feira, outubro 02, 2026

Robson Cerqueira 70 anos: Freguesia do Ó uma paixão.

Robson Cerqueira 70 anos:  história, comunicação e paixão pela Freguesia do Ó
Há pelo menos 51 anos, Robson Cerqueira vive, observa e registra a história da Freguesia do Ó. Uma relação que começou em 1975, quando, convidado por um amigo, conheceu o Largo da Matriz durante a tradicional Feira das Nações.  Robson se encantou pelo bairro e,  foi correspondido pelos  frequentadores da praça. 
Naquela época, também passou a frequentar as discotecas, como Siqueira, Popinho e Nacional, esta última cenário da famosa e inesquecível domingueira. Em 1980, formou-se pela Faculdade Anhembi-Morumbi em Técnico em Tratamento de Efeitos Visuais, formação que lhe proporcionou conhecimentos para atuar como cameraman, iluminador e editor de vídeos. Com a bagagem adquirida, começou a escrever para jornais da região, entre eles Folha Zona Noroeste, Jornal Rumo Certo e Freguesia News. Nas colunas “Fique por Dentro” e “Factorama”, abordava  política e os bastidores da televisão brasileira. A coluna Factorama ganhou vida própria e se transformou em blog, que permanece no ar até hoje, hospedado na plataforma Blogger, do Google.
Em 1993, adquiriu uma câmera Panasonic M9000 e passou a registrar festas no Largo da Matriz, personagens e acontecimentos do bairro. Com esse material, produziu um documentário, utilizando dois videocassetes, a própria câmera e um televisor. Foram necessárias cerca de uma semana para concluir a edição. Em 1998, nasceu o programa TV Freguesia, exibido pelo Canal Comunitário da Cidade de São Paulo, com transmissão pela tv a cabo Net. 
No ano de 2006, apenas dois meses após o lançamento do YouTube, surgiu o canal TV Freguesia. Seu primeiro vídeo foi justamente a abertura do programa. Em 2026, o canal celebra 20 anos  de presença na plataforma, acompanhando as mudanças da comunicação e os avanços tecnológicos.
A  Revista Freguesia do Ó chega à sua 50ª edição,  nas plataformas Facebook e Instagram. Mais do que informar, a publicação promove  pessoas, histórias e empresas instaladas na região.
Robson Cerqueira transformou sua paixão pelo bairro em  preservação da memória. “A Revista Freguesia do Ó mostra o bairro pra você.”
               https://www.instagram.com/p/Dd_bz5on086/?stkn=azZ1bWpqMmIyYTJh

sexta-feira, setembro 25, 2026

Velha Guarda da Freguesia do Ó SP 12 anos de esporte, amizade e família.

Velha Guarda da Freguesia do Ó: histórias de uma juventude que marcou o bairro
Nos anos 1980, eles eram jovens  e alguns ainda adolescentes — vivendo intensamente as novidades e os costumes de uma época que deixou saudades. Discoteca, surf, skate, futebol e moto, tudo fazia parte do cotidiano dessa turma, que construía amizades nos espaços de convivência, nas escolas e entre vizinhos. 
O Largo da Matriz era o verdadeiro point da juventude: lugar para paquerar, encontrar os amigos e começar a planejar as aventuras do fim de semana. Entre uma conversa e outra, também se combinava a ida à tradicional domingueira do Nacional. Para aqueles que já tinham idade para dirigir, os carros reluzentes que passavam pelo Largo da Matriz também faziam parte do cenário. 
O espírito de aventura para praticar skate, a turma decidiu construir uma rampa em um terreno localizado atrás da delegacia. Foram vários dias de trabalho, mas, com criatividade e disposição, os jovens conseguiram colocar a ideia em prática. 
Algum tempo depois, surgiu outra iniciativa: um campeonato de surf da Freguesia do Ó, realizado em Praia Grande. A competição contou com o apoio e o patrocínio de diversas marcas de roupas que nasceram ou ganharam força no bairro, entre elas a Surf Paulista. 
No futebol, os amigos  defendem seus times e disputavam partidas nos campos do 25 de Agosto, 7 de Setembro e 11 Garotos. 
Muitos frequentavam os encontros de jovens realizados na Igreja da Matriz e, posteriormente, tornaram-se voluntários na tradicional Feira das Nações, montada em frente à paróquia, no Largo da Matriz. As festas religiosas, como a Festa do Divino Espírito Santo e, anos depois, a Festa dos Amigos da Cruz, também reuniam essa grande comunidade de amigos. O tempo passou, os adolescentes se tornaram adultos e cada um seguiu seu caminho. Mas os laços construídos naquela época permaneceram. 
Foi então que surgiu a ideia de reunir novamente essa turma em uma confraria de amigos, que ficou conhecida como a “Velha Guarda da Freguesia do Ó”.
No  aniversário de um ou mais integrantes, realizados em diferentes locais da própria Freguesia. 
12 anos de "Velha Guarda ", esporte,  amizade e família.

sexta-feira, setembro 18, 2026

Sou punk da periferia, sou da Freguesia do Ó SP Capital zona noroeste

1983: Sou punk da periferia, sou da Freguesia do Ó 43 anos do lançamento

 O ano de 1983 marcou a chegada da faixa ao público no álbum Extra Freguesia do Ó: A letra eternizou o bairro paulistano no cenário musical brasileiro com o famoso refrão "Sou um punk da periferia, sou da Freguesia do Ó".
No Largo da Matriz as turmas, todas elas se dividiam entre a praça da Matriz e a praça da Matriz Velha. Era assim, os punks ficavam na Matriz Velha ao lado do “Barril” com fogueira acesa e tudo. Já os “carecas” ficavam na praça da Matriz Nova. 
Existiam os punks rapazes e garotos, adolescentes mesmo que curtiam este movimento. E eles se dividiam; havia os da Rua Cajati, outros da Vila Carolina onde o movimento punk realmente começou. Mas os que mais eram temidos eram os “carecas”. 
Figuras que habitavam nos largos da Matriz: Aqui destaco para contar como alguns deles estão hoje em dia. Odair Luciano e André Luiz eram jovens. Hoje senhores na faixa dos cinquenta anos, por pura coincidência, ambos são mecânicos de motos com suas oficinas próprias.
Os “carecas” Ronald (bozó) e Paulo Manco. O primeiro é proprietário de comércio de publicações e jornais.
Havia também naquela época o famoso e temido “bandeiroso” figura bem característica do movimento, com suas roupas pretas e cabelos moicanos. Ele era sem dúvida o mais eloquente representante dos punks, ao ser avistado passando pelo Largo da Matriz a caminho da Vila União, quem estava conversando em rodinhas de amigos parava de falar apenas para não chamar sua atenção.
Odair Luciano mora hoje em Cotia na grande São Paulo e diz: "Me recordo o quanto era difícil a liberdade de expressão nos anos 70 e 80 até meados dos 90. Foi um período muito triste, o punk caiu como uma luva para os jovens da época, não havia nada a nosso favor, tudo era um absurdo, assim surgiram as bandas e espaços com preços acessíveis a nós que, ou se escondiam ou levavam borracha.
André Punk tem sua oficina para motos com o nome bem sugestivo; Mad Punk Motos
A música de Gilberto Gil foi um marco para a divulgação do bairro Freguesia do Ó e do movimento Punk na região e em todo Brasil..

domingo, setembro 13, 2026