Para se arrepender dos seus pecados e a pedido de sua esposa Àgueda Rodrigues, o sertanista resolveu construir uma capela como casa de oração em homenagem a Nossa Senhora da Esperança.
A Freguesia do Ó no final do século XVII tornou-se famosa durante um bom período, não só pela caninha, mas também pela organização de quilombolas em suas pequenas aldeias.
O sertanista e bandeirante Manoel Preto ergueu em sua propriedade na Freguesia do Ó uma espécie de ponto de passagem para descanso e alimentação dos mineiros a caminho das terras do Jaraguá para a exploração de terras raras, tais como: ouro, e outras minas não auríferas; pedras preciosas que eram encontradas à beira dos rios e riachos da região noroeste da cidade São Paulo de Piratininga.
Nos dias atuais esse grande desbravador e sertanista não recebeu a devida honraria de ser homenageado com seu nome em suas antigas “posses".
É de se lamentar o ocorrido em nossa região, onde uma escola de ensino fundamental teve seu nome trocado por uma pessoa que não viveu em nosso bairro. O que existe na capital é a Travessa Manoel Preto, localizada na Vila Guilherme (Zona Norte), e não na Zona Noroeste. Na região da Freguesia do Ó, a memória do bandeirante é ligada à fundação do bairro e à construção da antiga capela de Nossa Senhora do Ó, mas o logradouro homônimo fica em outro ponto da cidade.
Como de costume as denominações de prédios e repartições públicas estão em locais fora do seu território de origem.
“É lamentável que gente de hoje, queira reescrever o passado”
Texto de Robson Cerqueira Mais histórias no livro São Paulo de Perfil 23 “Ó Freguesia quantas histórias”. Feito por alunos da ECA/USP no ano de 1999.