A justiça é um dos pilares que sustentam a vida em sociedade. Ela não se limita às leis escritas, mas se manifesta diariamente nas relações humanas, no respeito às diferenças, na proteção da dignidade e na busca por equilíbrio entre direitos e deveres. Ao longo da minha trajetória como advogado — e como morador da Freguesia do Ó há 44 anos — aprendi que a justiça não começa nos tribunais: ela nasce no cotidiano, no bairro, na escuta atenta das pessoas e na disposição de intervir para garantir que ninguém fique sem amparo.
Ser defensor da justiça é assumir um compromisso permanente com a verdade possível, com o diálogo e com o cuidado. É compreender que cada conflito envolve histórias, expectativas e vulnerabilidades, e que a advocacia tem a responsabilidade de transformar incertezas em segurança jurídica. Em muitos casos, defender a justiça significa orientar antes que o problema aconteça, prevenir antes de remediar, conciliar antes de litigar.
A Freguesia do Ó, bairro que acompanhou minha formação pessoal e profissional, também me ensinou o valor da comunidade. Aqui, convivem famílias tradicionais, novos moradores, pequenos empreendedores, trabalhadores e jovens em busca de oportunidades. Cada um deles carrega direitos que precisam ser protegidos e deveres que precisam ser esclarecidos. Esse mosaico humano mostra que a justiça não é um ideal distante — ela é uma necessidade concreta, presente em cada rua, em cada relação de trabalho, em cada decisão que afeta a vida das pessoas.
Por isso, acredito que a advocacia é uma missão contínua. Estar a serviço da justiça é oferecer orientação, segurança e respeito; é lutar para que os direitos sejam acessíveis, compreendidos e efetivos; é fazer a ponte entre a lei e a realidade. Porque a justiça, para existir de verdade, precisa de alguém que a defenda todos os dias.
“E essa tem sido a minha escolha.”